Sunday, July 05, 2009

MISTÉRIO DENTRO DE UM ENIGMA

Ok, vou admitir o óbvio: a notícia da muerte de Jacko mexeu muito comigo. Afinal, ele era meu ídolo de infância. Minha iniciação musical está diretamente ligada a ele. Só ele mesmo para me fazer comprar duas revistas em uma semana, gastar quase R$ 20,00 com o que há de mais tétrico na mídia impressa brasileira. A matéria da VEJA, até vai lá, mas a da ÉPOCA, valha-me Deus.
Bem, fato é que eu não resolvi fazer aqui um estudo comparativo entre as duas. Perda de tempo TOTAL.
Fato é: JACKO SE MURRIÓ.
Enfim, estava assistindo ainda pouco aquele documentário que um jornalista inglês fez sobre a vida dele. Eu tinha o tinha visto há um tempão. E ele é espantoso. Jacko disse que só tinha feito DUAS cirurgias em toda sua vida. Bem, todos nós que o conhecemos em sua tenra idade, sabemos que alguém não poderia ter mudado tanto desta forma apenas por força da natureza.
Há outras mentiras igualmente desconcertantes, como por exemplo, a que cerca o terceiro filho de Jacko. O surgimento desta criança é um dos mistérios que permeiam a vida do astro. Simplesmente essa criança apareceu e foi já alvo das polêmicas atitudes do pai, no clássico caso da varanda, no qual ele expõe a criança de uma forma um tanto descuidada, mas que para ele não foi nada disso, e sim um ato de amor.
Mas voltando à questão da genitora, esta, como todos sabem é desconhecida. Outro fato que sabemos é que Blanket, como é chamado carinhosamente, é branco. Michael Jackson, esteticamente deixou de ser negro há muito tempo, nenhum vestígio do fenótipo ligado às pessoas desta raça. Mas, infelizmente ele não pôde mudar seu genótipo, o outro lado da moeda, imutável e determinante. Então, questionado e colocado contra parede, ele revela que a mãe da criança era NEGRA. Ningém precisa ser nenhum expert em genética para perceber que se o pai é negro e a mãe idem, dificilmente a criança será branca.
Além disso tudo, o documentário mostra um Michal infantilizado, que se recusa a mostrar seu lado adulto. Acho que ele deve encarnar uma personagem que ficou mais forte que ele, aquela que foi reprimida na sua infância, que machucou, feriu de tal maneira, que ela voltou, dominando outras personalidades que ele assumia, a do megastar; a do Michael em si; e muitas outras. Tirando o papo de psicologia barata, ele preferia viver em um mundo no qual ele era o personagem principal de uma fantasia criada por ele para fugir das responsabilidades de adulto; das rejeições e perdas da sua infância.

Friday, June 26, 2009

R.I.P., Jacko

E eis que sou acometida pela seguinte notícia:


"MICHAEL JACKSON MORREU."


É curioso pensar que uma celebridade desse nível é passível de morte. Acho que uma personalidade da magnitude do Michael Jackson só poderia ser imortal, imune a características que nós humanos temos, incluindo a perda da vida. Nem vou entrar em detalhes de como essa construção (icônica, vale dizer, para não perder a tradição) é realizada, mas fato é, ela tem uma força, intensidade, que transforma relações, imagens e tudo mais que pode permear isso.


Eu não sei muito o que dizer a respeito de Jacko. Ele foi meu ídolo de infância. Simplesmente cresci sabendo da existência dele, ninguém precisou me dizer (acho) quem ele era. Lembro que vi "Bad", na estréia por essas bandas (algo anterior e impensável atualmente, com youtube, lastfm etc), e lembro do meu encanto, do que aquilo me acrescentou, dessa lembrança que não vai sair da minha memória NUNCA.


Lembro da estréia, no Fantástico, de "Black or white", do meu fascínio ao ouvir aquela música (diferente pra mim), do clipe com efeitos que hoje acho tosquérrimos, mas que eu amava assistir; do prazer que eu sentia em vê-lo, da felicidade e ansiedade, idem. Sem contar que tive a chance de ver a parte da pantera que foi cortada.
Mais lembranças: ter visto e gravado o filme "moonwalker", algo que me fazia bastante feliz quando criança. Ver o filme e a cena de "Smootyh Criminal". Eu amava aquela coreografia, nao conseguia entender como ela tinha sido feita, mas era pra mim, algo surpreendente, deslumbrante. E sempre assistia. Amava.
Vi também uma minissérie sobre a infância dele e parte da sua vida adolescente. Da infância pobre, em Indiana, do menino que o interpretou quando criança ( e que fez "moonwalker também"), dos maus tratos que ele sofreu, de ter tido sua vida apropriada pelo showbizz tão rapidamente. enfim, as coisas que todos já sabem.
Outra grande lembrança: ter gravado o show dele à época de sua vinda ao Brasil. Não gravei da Madonna, na Globo. Mas fiquei ligada no SBT, separei uma fita e apertei o record. Adorava dançar, inventar coreografias ao som daquilo que me era mais próximo de um áudio (já que não tinha um som decente).
Tenho tantas recordações a respeito dele, coisas que tinha até esquecido. Meu passado musical em sua terna idade estava ligado ao Rei e a Rainha do Pop, a presença e a força da imagem deles era tão grande, imensa, que chegou a mim, numa menina que morava numa cidade do Grande Rio, sem áudio, mas que tinha um videocassete e uma que passava horas na frente da televisão. Eu fui "filha" dessa época, desse momento. E Michael fez parte da minha vida, da minha formação.
Por isso, é que despejei aqui tantas lembranças (vou ficar mais leve depois de terminar esse post!), sabendo que sempre terei carinho por esse ídolo, mito pop que vai deixar saudades, mas seu legado e genialidade estão aí, e isso - espero - fica pra sempre! Nem que seja na minha memória.






Thursday, June 18, 2009

GDF

Não vou dizer que aqui é um mar de rosas ou a oitava maravilha do mundo, mas depois de quatro dias catárticos em terras cariocas, senti um certo alívio de voltar; deve ser pela minha vida de "brincar de casinha". Será que estou gostando disso mais do que poderia imaginar? Aliás, há um ano atrás, sequer poderia pensar que algo assim pudesse acontecer na minha vida, uma guinada desse porte, mudança tão radical.
Não sei se essa foi a grande ruptura da minha, se há coisas maiores por vir, mas essa experiência tem me tornado mais conscientes em relação a algumas coisas. Sinto que posso crescer muito diante disso tudo. Mas e o retorno, ele vai acontecer? E eu quero que ele aconteça?, eis a questão. Se eu quero, ainda não sei, por enquanto, curto minha vida, calma, aqui no GDF. A dúvida ainda permeia tudo, dela eu não me livro nunca, afinal, escolhi a dúvida, e ela é minha fiel escudeira na minha vida.
Bem, vou tentar estudar que o tempo é curto e a vontade, igualmente.

Saturday, May 23, 2009

E ISSO AINDA EXISTE?

Acho incrível minha capacidade de abraçar o status quo tão veementemente. Curiosíssimo. Ou não. Fato é que em pleno sábado à noite, cá estou eu, entediada, sem vontade de fazer nada, impaciente e infeliz. É a manutenção de tudo o que eu sempre fiz na minha vida. E, como há dois anos atrás aqui mesmo neste solo avermelhado, barrento, aqui do GDF, percebi que independente do local, eu sempre serei infeliz, melancólica, adepta do "blue style of life", amargurada.

E eu me pergunto: a quantas anda minhas atitudes para mudar isso?! A passos de tártaruga, eu diria. Uó. Preciso melhorar minha projeção pessoal, a forma como eu me vejo e meu interlocutor também. Imagem é tudo, e eu sei disso muito bem como comunicóloga (errrrrr) que (supostamente) sou. Mas ok, eu não aplico isso. E chega de chororô.

Vou fumar. Encher esse ar de cheiro de nicotina, for a change. meu único consolo no sábado à noite.

Thursday, August 07, 2008

A conversa

Eu sempre me pergunto por que o arco-íris existe se ele na verdade é uma mera ilusão de ótica; é tudo variação, vicissitude da cor branca, eu diria. O cinema, desta forma, também não deveria existir, posto que ele provoca a ilusão do movimento, é tudo provocado, intencional. Acho que tudo seria mais interessante sem essas enganações. A sinceridade sendo posta em prática em toda a sua pureza me deixaria menos inquieta, neurastênica ( palavrinha só para zoar... ), enfastiada.
Hoje eu corro pelo corredor, sem saber para onde ir: ele tem duas extremidades que já alcancei. Sair delas, no entanto, é quase impossível. Tento enganar, burlar, trapacear, mas continuo sem sair dele, das suas parades herméticas, do seu vazio.
Miguel disse que iria passar para jantar. E eu continuei correndo mesmo sabendo disso. Disse que queria conversar, mas não liguei. Miguel sempre quer conversar. Se ele vivesse num mundo menos interativo seria mais feliz. Outra questão que já me propus, mas não consegui verificar seu empirismo. De qualquer forma, ele queria conversar.
Já sem paciência, resolvi me arrumar. Estava jogada na cama agora, estirada, apática. Mas ele queria conversar. E eu respeitei. A casa estava uma bagunça: tudo jogado, roupas no banheiro de qualquer jeito, frascos fora do lugar, louça empilhada, copos na sala. A desordem era óbvia. A minha paciência era pequena até para ajeitos superficiais. Deixei daquele jeito mesmo. Ele que aceitasse. Não queria vir? Não fez questão? Então que agüente.
Depois de meia hora, ele ligou dizendo que estava a caminho. Saco, pensei. Tomei um banho ao som de uma música lounge. Quase me perdi nas águas caindo em cima de mim. Depois, saí, coloquei um vestido florido e liguei a TV, mas me arrependi logo em seguida e abri um jornal que estava na mesa da sala e fui direto para o encarte de arte. Era a única coisa que prestava. Seu André deixou tudo dessa vez. Nunca fazia direito o que eu pedia. Síndico desgraçado! Casado, com filhos e cheio de amor para dar. Sempre me esgueirei dele, até o dia em que ele pediu para ver a suposta infiltração do meu apartamento. Foi amor à primeira vista, da parte dele. Me mandava frases aleatórias de livros que estava lendo. Geralmente, às segundas, botava Borges. Às quartas, Lorca, às quintas, Nietzche, e por fim, aos domingos, Kant. Até que eu gostava, já que ele tinha bom gosto musical e eu respeitava isso. Mas depois, ficou meio chato, cansativo, ele nunca se declarava e eu tinha Miguel. Cansei dele. Passei a ignorá-lo deliberadamente, então, ele percebeu e raramente me dizia mais que um "bom dia" seco.
Tocou a campainha. Era Miguel. Pontualíssimo, como sempre. Raríssimos eram seus atrasos. Isso me irritava um pouco. Muito certinho, correto. Estressa, de vez em quando.
- Está quente aqui. Por que não liga o ar?
- Porque custa caro e posso abrir a janela.
- Ok.
Ele não gosta de ser contrariado.
- Preciso falar com você.
- Ih, já até sei o que é.
- Acho que não sabe, mas enfim, o que você acha que é?
- Aquela viagem chata que você estava planejando com seus amigos. Ainda quer que eu vá? Não suporto a Carolina.
- Não. De fato, passa longe disso. É algo mais sério.
- Tipo o quê?
- Tipo, nós. Nossa relação.
- Ah, esse assunto de novo. Olha, não fiz comida. Vamos comer fora? Lá em baixo, está bom?
- Pode ser. Preferiria ficar aqui, mas você manda hoje.
Peguei minha bolsa e descemos pelo elevador. O silêncio era sepulcral, devastador. Não queria falar nada, pois suspeitava de alguma coisa. Me protegia de uma forma que não conseguia evitar. Chegamos à pizzaria e escolhemos a mesa mais isolada, quietinha num canto. Prontamente, pedi uma cerveja, e ele um suco de uva. Que chato ele era. Sempre foi assim. Desde que nos conhecemos eu queria a aventura e ele a calmaria.
Depois de cinco cervejas, estava mais feliz, saltitante, brincando com os garçons, sendo simpáticas com os conhecidos que não via há séculos e que sempre insistem em aparecer. Comecei a cantar e não parei. Miguel queria dizer algo, mas não prestei atenção.
- Mí, nossa relação....
- "Hold me tightLet me go on loving you Tonight, tonight Making love to only you"
- Mí...
- "Don't know what it means to hold you tight Being here alone tonight with you"
- Tá tudo acabado...
- " It feels alright now Hold me tight Tell me I'm the only one
- me ouvindo? prestando atenção?
- "And then I might Never be the lonely one"
E eu não parava de cantar. E fiquei assim na hora de pedir a conta e quando desci ao elevador, sem Miguel. Não estava com vontade de acreditar, por isso neguei até o fim entoando uma música dos Beatles.
Fui dormir. No dia seguinte, acordei mais leve, desprendida, solta, de uma maneira que não acordava há anos. E pensei: "foi melhor assim. Tudo que começa tem um fim, seja a morte, o término. Foi melhor assim".

Sunday, April 06, 2008

Welcome back, Roxy CarMichael!

Bem, o que leva um ser humano a ficar um ano sem escrever absolutamente NADA e começar também abruptamente a mexer nisso aqui já sabendo que abandonará? Well, coisas que só acontecem comigo. E mais ninguém.

Estudar é preciso, mas descansar é mais ainda. estou cansada, acabada, enfadada. Sem paciência para fazer nada, I dare say. Minha cabeça está a mil ultimamente. E tende a piorar, piorar.

well, well, sem mais o que dizer, paro aqui.

Só porque curto Tim Burton:

There will be blood

Bem, este não é o título do mais novo filme de Tim Burton, como se sabe, mas sem dúvida está relacionado com o que aqui abordarei a respeito de Sweeney Todd.
Em um gênero inédito na carreira do diretor, o musical (vale ressaltar que os dois filmes de stop-motion de Burton tem números musicas, mais em live action é o primeiríssimo), adaptado da peça da Broadway, com as músicas de Stephen Sondheim, e sucesso também nos palcos londrinos, Sweeney tem todos os elementos que explicam o porquê de Tim tê-lo escolhido para sua próxima produção: personagens considerados outsiders, duais quanto as suas ações; era vitoriana, que é um estilo artístico e localização temporal presente em algumas de suas obras ( vide “Noiva-Cadáver”, “Edward Scissorhands”, “Sleepyhollow” etc); clima macabro; sua arte vibrante que marca cada frame; e sangue, muito sangue.
O sangue, no entanto, revela bastante do que Burton é feito: da fantasia, que eleva seus filmes a um universo que, apesar de transcender o comum, faz alusão, a todo momento, através de alegorias, à nossa própria realidade. Esta é a grande sacada do diretor. O mesmo sangue é irreal, pastoso, vermelho excessivo; sua intensidade na tela é algo de impressionante, chamativo, é o elemento que torna o filme uma obra fantástica.
É ele que motiva o personagem principal à sua vingança contra o homem que o jogou injustamente em uma prisão e desmantelou sua família. O sangue pode ser irreal, berrante na tela, mas os motivos de Benjamin Barker (Sweeney) não o são. E isso cria a sensação de que a realidade está sendo desconstruída, mas não perdida, por seus elos com situações reais vividas por nós humanos.
É esse paradoxo entre o real (as ações de Todd) e o fantástico (presente no sangue) que faz do filme mais uma grande experiência de Burton no mundo cinematográfico, e todos os seus elementos corroboram para isso, em especial as atuações de Depp e Boham-Carter, dupla que incendeia cada seqüência do filme. Ver Burton é mais do que assistir a um filme corriqueiro, é ter uma prova sinestésica, a mesma que se tem ao ver uma obra de arte, daquelas que mexem no mais íntimo do nosso ser, só que com Tim passamos por isso durante as 2 horas que o filme dura. É um dos melhores exercícios de se sentir a pura arte de um genuíno artista. Recomendo.
Palavras de fã-mór.

Saturday, April 07, 2007

New Age: Heroes


É, agora estou chegando a um nível de obsessão como poucos. Meu vício por heroes está ficando complexo. Já vi praticamente todos os episódios e vibro com todos, fora algumas exceções. E o mais atraente: ele está, a cada episódio, melhor. E isso é perigoso, perigosíssimo. Estou ansiosa pelo décimo-oitavo. É o desenrolar do décimo-sétimo. Chega, chega!


Ando deixando isso aqui ultra de lado. As aulas estão me consumindo, mas está valendo a pena. Vou fazer agora um pequeno resumo de como elas estão indo e o que estou achando.


História da Indústria fonográfica:


Não canso de afirmar que não gosto de aulas com mestrandos. Eles são muito inexperientes. Pausa dramática: 25 minutos. Volta dramática. E a aula se mostra irregular. Os professores tentam, se esforçam, mas perdem sempre o ritmo, que ironicamente tem tudo a ver com música. A última aula foi bem legal, mas se mostrou uma exceção à regra. Apesar disso, os textos que eles passam são bem interessantes, todos têm um bom conteúdo ( tirando o do Janotti, esse não tinha nada). Dica: uma aula mais lúdica, talvez.


Linguagem de videoclipe:


Well, essa era a mais esperada por motivos óbvios. Houve decepção, sim, não vou negar. A professora se esforça bastante, passa uns bons textos, mas infelizmente ela não tem conhecimento suficiente acerca desse tipo de mídia. Fica meio perdida, não tem linearidade. Apesar desses equívocos, gosto da matéria - não da aula.


Introdução às tecnologias da comunicação:


Essa é excelente. Ela reafirma porque eu gosto tanto de comunicação. E a aula é atual, o professor é ótimo, explica muito bem. É uma das melhores desse semestre. El tiozón tiene razón.


Teoria da comunicação:


Outro bom achado desse semestre. O assunto é bom e o professor ótimo. Guilherme Nery é um dos melhores professores de Comuncação Social da UFF. E espero que continue lá dar esperança aos que ainda acreditam no curso.


Estudos Culturais:


A aula tem o professor mais feliz que eu já tive. marildo está sempre rindo, mas isso não faz com que sua aula seja inferioras outras, pelo contrário, é um aulão. Muito boa também. Aliás, as matérias de mídia têm me surpreendido bastante.


Psicologia e comunicação:


Sem comentários para isso. Nem sei se isso é aula ou não. O professor só fala de Kasper Houser ( e eu que achei q tinha me livrado disso). Tudo é grotesco.


Cinema e estética:


A aula é bem legal. É a única que estou fazendo de cinema nesse semestre. Optativa. Well, ela é boa, a Marcela entende bastante, explica bem, tem uns comentários super pertinentes. O problema é o horário: 8hs da manhã. Cruel.


Terminado o panorama das minhas aulas, só me resta dizer "good-bye, so long".


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