Welcome back, Roxy CarMichael!
Bem, o que leva um ser humano a ficar um ano sem escrever absolutamente NADA e começar também abruptamente a mexer nisso aqui já sabendo que abandonará? Well, coisas que só acontecem comigo. E mais ninguém.
Estudar é preciso, mas descansar é mais ainda. estou cansada, acabada, enfadada. Sem paciência para fazer nada, I dare say. Minha cabeça está a mil ultimamente. E tende a piorar, piorar.
well, well, sem mais o que dizer, paro aqui.
Só porque curto Tim Burton:
There will be blood
Bem, este não é o título do mais novo filme de Tim Burton, como se sabe, mas sem dúvida está relacionado com o que aqui abordarei a respeito de Sweeney Todd.
Em um gênero inédito na carreira do diretor, o musical (vale ressaltar que os dois filmes de stop-motion de Burton tem números musicas, mais em live action é o primeiríssimo), adaptado da peça da Broadway, com as músicas de Stephen Sondheim, e sucesso também nos palcos londrinos, Sweeney tem todos os elementos que explicam o porquê de Tim tê-lo escolhido para sua próxima produção: personagens considerados outsiders, duais quanto as suas ações; era vitoriana, que é um estilo artístico e localização temporal presente em algumas de suas obras ( vide “Noiva-Cadáver”, “Edward Scissorhands”, “Sleepyhollow” etc); clima macabro; sua arte vibrante que marca cada frame; e sangue, muito sangue.
O sangue, no entanto, revela bastante do que Burton é feito: da fantasia, que eleva seus filmes a um universo que, apesar de transcender o comum, faz alusão, a todo momento, através de alegorias, à nossa própria realidade. Esta é a grande sacada do diretor. O mesmo sangue é irreal, pastoso, vermelho excessivo; sua intensidade na tela é algo de impressionante, chamativo, é o elemento que torna o filme uma obra fantástica.
É ele que motiva o personagem principal à sua vingança contra o homem que o jogou injustamente em uma prisão e desmantelou sua família. O sangue pode ser irreal, berrante na tela, mas os motivos de Benjamin Barker (Sweeney) não o são. E isso cria a sensação de que a realidade está sendo desconstruída, mas não perdida, por seus elos com situações reais vividas por nós humanos.
É esse paradoxo entre o real (as ações de Todd) e o fantástico (presente no sangue) que faz do filme mais uma grande experiência de Burton no mundo cinematográfico, e todos os seus elementos corroboram para isso, em especial as atuações de Depp e Boham-Carter, dupla que incendeia cada seqüência do filme. Ver Burton é mais do que assistir a um filme corriqueiro, é ter uma prova sinestésica, a mesma que se tem ao ver uma obra de arte, daquelas que mexem no mais íntimo do nosso ser, só que com Tim passamos por isso durante as 2 horas que o filme dura. É um dos melhores exercícios de se sentir a pura arte de um genuíno artista. Recomendo.
Palavras de fã-mór.

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