Friday, March 30, 2007

hipodermia experimental

Well, cá estou eu, no meu pc novo. Chegou hoje, é lindo, visual ousado, cheirinho de novo. Tudo de bom. Agora, até quando ele vai durar, só Deus sabe, já que os problemas persistem.

Essas duas semanas foram caóticas na minha vida, mas de uma forma inimaginavelmente positiva: tenho tido ótimas matérias na faculdade. Voltou aquela vontade de ir para ter aulas legais que não as já tradicionais picaretas de cinema. Está sendo bem prolífico. O problema é dar conta de tanto material.

Dieta nova. remédio novo. vida nova. é isso aê.

sem mais explicações, paro por aqui. heroes llamame.

Saturday, March 17, 2007

três temas diferentes

Well, sem título por ora. E sem tema definido. Por isso, vou escolher alguns temazinhos diversos e discorrer acerca deles.

YouTube: de forma imperativa ele diz "broadcast yourself". Esse conceito já é passado. Antes, há uns meses atrás, o site fervia tanto que vc sentia arder sua mente só de saber da sua existência e das possibilidades que ele podia oferecer. A realidade atual ( leia-se de algumas semanas, um mês, dois, talvez- hoje em dia, o passado é qse um presente recente de tão efêmero que ele se tornou e tão rápida é a sua passagem e, conseqüente, esquecimento) não é mais paradisíaca quanto a de meses atrás: vários vídeos estão sendo retirados do youtube. Na minha lista de favorites constavam alguns que misteriosamente saíram de "linha" e até agora não voltaram. A culpa, provavelmente, é dos direitos autorais. Não sei ao certo. Ao invés de usar esse recurso fantástico para o bem - assim digamos - eles preferem tolhi-lo e tirar do ar o que não lhes convém ( leia-se: não dá dinheiro). A "era" do youtube que eles estão fazendo questão de acabar era a melhor forma de se poder prestigiar qualquer recurso audiovisual do mundo, de graça e de forma prática. E mesmo o fato de os vídeos serem cronometrados apenas em minutos servia para ver aquele pedaço do seu filme favorito, clipes ( aos montes), compilações de fotos ( como slides), alguma coisa perdida da televisão, etc. O porquê dele ter ficado tão famoso está exatamente no fato de ser rápido, e da facilidade de se achar qualquer coisa. Infelizmente, está cada vez mais difícil de se conseguir achar algumas coisas, porque grandes corporações resolveram, depois do napster ( e outros mais), colocá-lo como alvo de suas represálias, limitando dia a dia o site e, desta forma, tende a destruí-lo. Só pode. A boa é que uma vez introduzido e apreciado será difícil tirá-lo da vida dos internautas. Ou seja, como surgiu kazaa, emule, torrents, etc, há de se surgir outras formas de "broadcast yourself" livres da ditadura dos direitos autorais ( que chega a ser patético no youtube, já que você não pode pegar aquilo pra vc, é um recurso físico-virtual; ou será que alguém já pegou e viu no dvd?).


Heroes: novo vício. Não devia ter começado a ver, porque agora já é tarde demais. too late, hon. não consigo parar de assistir. E mesmo com o pc bombado não paro de baixar episódios. lost case. definately.

Soop - o grande furo: Vi, nesta sexta, o último filme de Woody Allen - lançado aqui no Brasil, né? Li uma crítica boa e outra negativa sobre ele. Concordo com ambas.

Pontos positivos do filme:
* Londres (London calling, see we ain't got no highs...);
* Hugh Jackman ( porque ele é gato e é vilão nesse filme. Rá!);
* o seguinte comentário tipicamente de Allen: " felicidade pra mim é não ter azia depois do jantar".
* Alguns outros bons comentários;
* ser uma comédia despretensiosa;
* ser escrachado na hora certa de ser;
* ter um final previsível e outro não;
* tons irônicos e sarcásticos de Allen bastante presentes ( ex: a personificação e o rito da morte).

Pontos Negativos:
* a atuação de Scarlett. Concordo com o Pablo, ela não tem talento para acompanhar o dinamismo de uma narrativa alleniana.
* o sotaque nova-iorquino forçadérrimo de Scarlett, ainda mais com aquela voz rouca. A quem ela quer enganar? Ao Allen. Só pode...
* Scarlett ser o alterego de Woody. Cristo. Ficou tão caricato ( todos são, mas quando um ator é bom compensa, tipo o Kennieth) quanto artificial;
* alguns exageros e forçadas de barra;
* em alguns momentos, Woody estar presente atuando ( em outros, não; ele já me incomodou mais).

Acho que só em todos os sentidos.
adeus.


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Tuesday, March 13, 2007


Acabei de ver "menina santa". Cristo Jesus. Que filme chato. Nossa! Paradíssimo, a história não desenvolve. acho que ele fica num argumento o tempo todo e, o pior, não o desenvolve. E mais: é daquele tipo de diretor que gosta de dar uma de esperto e botar finais não-conclusivos. O pior é a gente ver algumas pessoas achando isso lindo, pelando horrores o saco da diretora e acreditando que essa é a grande inovação cinematográfica do século XXI. Na real, não passa de MAIS um filme chato; chatíssimo.

Ontem vi "flashdance". Há quanto tempo eu não via esse filme! Acho que mais de dez anos fácil. Ele tem um cantinho especial no meu big heart videográfico. Era a época que eu fazia jazz. Adorava dançar e ver filmes de dança moderna. Aliás, usava as músicas do filme como repertório para ensaiar. Adorava! E as canções são bem divertidas!

Tirando meu ultra estresse com a vivo e o fato de eu não saber se mudo ou não de operadora, está tudo indo ( já não falo mais "bem", não vale a pena at all). Mandei um e-mail para a dra odete com (boas) intenções de voltar, porque está foda. Eu simplesmente não agüento mais. E tenho medo disso evoluir para uma situação mais periclitante que a atual.

Very well, very well, very well....

Depois escrevo mais. Hoje estou sem assunto para desenvolver e sem paciência.

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Wednesday, March 07, 2007

Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada.

"Every flower is a soul blossoming in Nature"

Hoje o dia foi um extremamente triste. Já se sabia que estava para acontecer, porém a gente nunca espera que realmente fosse.

Hoje de manhã, acordei com minha mãe batendo na porta; achei que fosse alguém me ligando e resolvi não abrir, porque não queria atender a ligação. Depois, ela insistiu, e vi que tinha que abrir a porta e falar com ela. Ela falou: "Vanessa, sua tia faleceu, à meia-noite. Ela não resistiu". Fiquei assustada, pois receber uma notícia desse porte logo ao acordar é meio chocante, embora eu esperasse que isso pudesse acontecer mais cedo ou mais tarde. Porém repito: apesar da possibilidade, a gente quer que não aconteça.

Ela foi lá e eu fiquei aqui, pois não gosto de velórios. Evito-os ao máximo. Fiquei aqui de prontidão esperando que eles voltassem. Acho que minha tia não mereceu aquilo. Dois filhos, negligência, um marido alienado e dois irmãos que pouco podiam fazer por ela. Ela sofreu durante anos a fio com essa doença horrível e pela falta de condição financeira que, por ser mais carente, não pôde lhe prover uma assistência médica decente. Acho que nesse caso ficar remoendo o passado é a pior coisa. Só acho que a Patrícia deve lutar por uma realidade diferente - assim como eu. Se ela não acordar, pode acabar tendo o mesmo destino ou algo até pior. Infelizmente, não buscar estudo e um trabalho acaba por prejudicar inexoravelmente a vida das pessoas. Mas ainda assim, não acho que ela merecesse ter sofrido isso tudo.

Anos prostrada numa cama, sem poder se mexer, sem falar direito, sem enxergar, com preocupações acerca dos filhos que, quando saíam de casa, pareciam não se importar com ela - ou, sendo relativa: se importavam à sua maneira. Sua realidade era dura, pois apesar de toda a sua debilitação, ela estava são, ou seja, via tudo imóvel, sem poder nada fazer. Necessitava de cuidados, era dependente para fazer tudo. Não merecia isso.

Algumas coisas, infelizmente, são inevitáveis. Não gosto de criticar os filhos, mas acho que eles podiam ter feito um pouco mais, nem que fosse financeiramente. Ajudado de uma certa forma a melhorar um pouco a vida da minha tia. Eles podiam fazer isso. O problema é que eles sempre foram extremamente egoístas, desde de crianças. Nunca dividiam pão, nem nada. Eles queriam a parte deles, brigavam até por café. E por que iam ajudar a mãe?

Ela não merecia isso. Era uma mãe que se preocupava com os filhos, que não descansava enquanto eles não lhe dessem notícia. E eles nunca retribuíram isso. Acho que agora está na hora de eles usarem seu legado para poder fazer o bem, melhorarem e poderem ajudar a si mesmos, pois agora, sim, eles não têm a pessoa que mais os amava. É complicado. Tudo é muito complexo em se tratando deles.

The heart of a mother is a deep abyss at the bottom of which you will always find forgiveness.
Honore de Balzac

Hope so.

Deixo aqui meus sinceros votos de que onde quer que ela esteja ela tenha a sua paz de espírito, uma vida melhor e seja feliz, porque aqui, infelizmente, ela não era. Deus sabe o que faz: libertou ela do sofrimento.

"Ela se foi
triste e pungementemente
sofridamente
foi melhor assim, no entanto
sua vida estava despedaçada
indizivelmente, solitariamente sofria
e sentia
que um lugar melhor estava para chegar
sua libertação, seu refúgio
deixou dois filhos negligentes
um marido alienado
uma nora debilitada
dois irmãos em prantos
sobrinhos esperançosos
vidas que aqui na terra
lamentam sua doce ausência
e querem ter na memória
para sempre
seu sorriso, sua graça
e sua meiguice
para graça, minha tia gracinha"



Death is not extinguishing the light; it is only putting out the lamp because the dawn has come. Rabindranath Tagore

Thursday, March 01, 2007

Are you ready?


Hoje vou tentar escrever algumas coisas para validar a existência deste espaço que tem me servido muito para desabafar.

Brasília me encanta. Saí de lá com uma dor no peito, um vazio indescritível. Lamentei mais ainda porque estava fugindo da minha vida aqui do Rio. Alguns dos meus problemas pareceram distantes - outros não desaparecerão nunca. Voltar pra cá estava sendo pra mim um carma que eu não queria encarar. As responsabilidades aqui ululam assustadoramente. Monografia, faculdade, cursos que eu não sei se faço, médicos que eu não sei se vou, decisões que eu não consigo tomar, etc. Queria fugir disso tudo; sublimar sua existência da minha vida. Acho que boa parte da culpa é minha: quem ficou, afinal, esses dias todos em casa sem fazer nada para melhorar? Eu não sei o que fazer. A pressão do término da minha faculdade tá batendo, me fazendo entrar em desespero. O que eu faço depois? Será que consigo um emprego? Será que vou dar certo? São dúvidas impertinentemente pertinentes que não cessam de jeito nenhum; presença não quista constante.

A minha falta de dedicação e interesse pelas coisas é vergonhosa. Nada me apetece. É sempre a mesma coisa de sempre. Eu poderia, é claro, apelar pros anti-depressivos, seria o caminho mais fácil e simples. Só que por causa da minha situação estudantil eu não posso, pois preciso de dedicação para estudar, mas não tenho ânimo por causa da doença. Gostaria de achar algo para tomar que me fizesse ficar mais calma, menos ansiosa e que não atrapalhasse minha concentração na hora de estudar. Actually, é uma faca de dois gumes: se eu não tomo, fico depressiva e não consigo estudar por falta de ânimo; se eu tomo, fico normal, menos deprimida, mas em compensação não consigo estudar. Que cu. E o psiquiatra que eu nunca ligo? Já peguei. Os telefones são: 27190376/26131759. E eu ligo? Que nada! Enrolo horrores. É o meu processo ciclotímico: se estou um pouco melhor, pra que ligar?; se estou péssima, não tenho pendor para fazê-lo. Ou seja, continuo na mais perfeita merda. E a psicóloga? Já tive alta há um ano. Voltar seria bom, mas eu teria que assumir uma responsabilidade da qual me livrei. Acho que no fim, vai ser o jeito. Talvez seja melhor ligar amanhã pro psiquiatra, ver a situação e voltar à dra Odete. Não estou mais lidando com tanta angústia. E isso influencia meu mundo interior e exterior. Me faz sentir pior do que eu já me sentia.


Quanto à situação aqui em casa, é um acréscimo mais que significativo para a minha penúria. Continua tudo a mesma coisa, só que estou mais rancorosa e não escondo isso. O fato de eu não querer estar aqui também influencia. Não agüento mais o RJ, a minha casa, meus pais, minha vida aqui. Acho que tudo se une para me fazer ficar ultra, mega, hiper pior. Eu só quero uma chance de sair daqui e tentar fazer tudo diferente, a meu modo, longe de tudo e de todos. Me esconder, me isolar, me 'ilhar', respirar novos ares, viver novos ares. Aqui não vejo o menor futuro, não consigo nem me ver aqui. Esse lugar me deprime, acaba comigo. Morro de medo de passar mais tempo da minha vida triste e feliz, não ter aproveitado nada e ainda viver à base de medicamentos em conseqüência da falta de credulidade quanto à vida. Muito triste. Não gosto de pensamentos suicidas, mas pra que isso tudo? essa insustentabilidade? antes, era fácil usar a praticidade da indiferença, porém até ela anda se fazendo ineficaz por motivo de uso exacerbado.

Só queria melhorar isso, mas não sei como. Sério.

Preciso terminar de ler a mierda (sic) do livro sobre cinema. É para o meu bem.

Tirando isso, amanhã tem estréia de filmes, quiçá tem algo bom, né?

Foto linda tirada por mim. Viva aos candangos! E ao anoitecer de Bsb.

GDF, adoro falar essa sigla.

That's it. I get the end, and you?