Tuesday, January 23, 2007

Sem título, tá?

Algumas coisas simplesmente não mudam. E acho burrice ver isso e não "cair fora". Este início de ano está mais complicado do que eu poderia imaginar. Tumultuado, por causa do AN, e agora devastador por causa do my beloved computer. Janeiro vai ser um mês que vai deixar marcas futuras em mim e na minha família - leia-se meu pai e minha mãe. Os próximos que virão serão em si também complicados, pois se seguirá a concretização da minha monografia e no final de 2007 minha formatura.
Meus planos para este presente tão próximo que tenho espasmos de medo e ansiedade quando penso nele apontam uma vontade que agora se transformou em desespero- quase que para uma fuga- para a sua realização. Meu objetivo já era sair do Rio. Depois de sexta-feira, ela vem tomando vida própria, e grito em alto e bom som: EU TENHO QUE SAIR DAQUI! O que me era insuportável se tornou insustentável. Eu não posso mais conviver com meus pais e com esse ambiente horrendo e patético que chama Santa Rosa - a parte ruim é claro, que por sinal é onde eu moro.
Com meus pais, porque eles não reconhecem o que pra mim é essencial: sentir segurança. A nossa casa tem que ser o nosso refúgio da rua intranqüila, nosso porto-seguro. Você pode passar pavor fora dela, mas ela tem que reverberar "não há nenhum lugar como nossa casa" aos berros. Infelizmente, não existe isso aqui. Meus pais nunca perceberam o perigo, as atrocidades que as pessoas podem fazer, as más intenções. Tinham uma postura que exteriormente parecia ingenuidade, mas que no interior, sabe-se muito bem, não passava de uma venda nos olhos para não arcar com a responsabilidade que as medidas de segurança exigem. Eu tive que pagar caro, mesmo falando diariamente da nossa vulnerabilidade, para que as pessoas percebessem a situação, deixassem a postura integralmente "naïve" de lado e fazer algo. A primeira medida será colocar o gradil. Ok. Vai enfeiar a casa, mas é preciso. Depois, vem a parte mais difícil, mais complexa: o interfone. É a essencial e a que as pessoas menos lutam. Se me ouvissem, me dessem bola, talvez algumas coisas não tivessem acontecido. Se a mediocridade não imperasse, talvez as coisas pudessem ser diferentes. Esse "talvez" é massacrante, mas as suposições me perseguem.
Depois disso tudo, eu sei que eles não vão sair daqui. E é por isso que eu percebi que toda a minha vontade de desaparecer desse lugar deve ser fomentada, pois eles não vão sair daqui. E aquele célebre ditado "os incomodados que se retirem" valem para corroborar para o meu argumento de fuga deste lugar. Eu não agüento mais ter que entrar na vila, ver que uma favela está crescendo e aturar meus pais se recusando a sair daqui - por opção, portanto, mediocridade, claro. Não agüento também morar perto da Beltrão. É um dos lugares mais periogosos de Niterói, tem polícia sempre andando pela Mario Vianna, alguns ônibus simplesmente são proibidos de entrar, e a tendência é piorar mais, mais e mais.
A intenção é fazer a monografia nesse primeiro semestre e entrar num cursinho no segundo. Estudar feito uma louca e sair daqui. De preferência morando em outro lugar, investindo nesse, pq tenho noção que o Rio já deu no que tinha que dar, e meus pais não percebem isso.
E morar sozinha também é ter indepedência. Vou me privar de vários luxos, mas tudo em nome de uma vida melhor, num lugar superior, seguro e no qual eu me sinta bem. E mais importante: LONGE DAQUI.
É assim que eu me sinto, vulnerável, insegura. Sei que isso vai me carregar a tudo quanto é lugar que eu for, mas a chance de poder recomeçar me é impagável. Eu mereço uma oportunidade, vou dar isso para a minha vida.

Thursday, January 18, 2007

The power of goodbye


Eh, acho que finalmente alguns rumos estao se concretizando. Coisas aconteceram que eu nem esperava, mas enfim, elas tem que finalizar da formas que elas foram destinadas, mesmo que por forca-maior.

Eu fiz essa introducao abstrata para falar do Arquivo Nacional ( mais uma vez...). Agora assim percebo que esta no fim, embora eu jah soubesse desde o fatidico dia de dezembro. Por alguns momentos, nestas duas ultimas semanas, tive a impressao de que estava segura, e isto, me deu estabilidade para encarar um futuro de duvidas minimizadas. Parecia que era eterno - e estavel, assim como houvera sentido com o BCC, nao conseguindo prever ao certo o fim, que parecia muiti distante. Essa sensacao me perseguiu tambem no AN, mas que, por fim, hoje, tomou o rumo certo, apesar do pequeno descorto. Hoje percebi que nao tem mais volta, lamento de uma certa forma sim, porque os animos estavam melhores e a convivencia tambem, e estava me iludindo, sentindo remorso por ir para Brasilia sem entender ao certo o que estava sendo essa temporada de 24 dias no AN. Estava prevendo e me iludindo com o talvez nao fim dissso tudo. Estava apenas me iludindo. Ao saber que a Carina foi chamada para renovar seu contrato, percebi final e conretamente que realmente aquilo estava acabado, findo. Parei de me iludir e, consequentemente, de sentir remorso por querer viajar logo sem saber ao certo no rumo que as coisas iam tomar, mas tambem feliz por elaborar meu futuro bem proximo e, inconscientemente, saber que aquilo jah tinha acabado e que, por orgulho, nao quis admitir que marquei a viagem pensando que talvez ela fosse encurtada por causa do trabalho. Mas vi que fiz certo, pois sair daquele lugar vai me dar mais experiencia, sei as coisas que devo fazer e as que nao devo, e asseguro: nao devo nada a ninguem la. E a minha consciencia soh nao sai mais limpa devido ao meu repudio total ao meu chefe que, para mim, nao passa de um ser patetico e nojento.

Esta por fim tudo acabado.

Courage doesn't always roar. Sometimes courage is the quiet voice at the end of the day saying, "I will try again tomorrow.

Mary Anne Radmacher

And Nietzche says:

It is through being wounded that power grows and can, in the end, become tremendous


E quero pensar que esse ano vai ser diferente, mais depressivo talvez - preciso de ajuda, e sei disso - mais decisivo, pois estou na reta final e ela eh ineroxavel em toda a sua pratica e essencia. Quero lidar da melhor forma, e espero indeed. E escrevo aqui a minha vontade maior: estar longe do Rio em 2008.

PS: pintura intitulada " Time to say goodbye", de Alfred Gockel ( que sinceramente nunca vi mais gordo, magro, raquitico, esqueletico, etc)



Friday, January 12, 2007

on more test...

mais um resultado. tentei dessa vez ser mais realista e menos depressiva ( se eh q isso eh possivel).

Disorder Your Score
Major Depression: Moderate
Dysthymia: Very Slight
Bipolar Disorder: Slight-Moderate
Cyclothymia: High-Moderate
Seasonal Affective Disorder: High-Moderate
Postpartum Depression: N/A

Mais um teste. Tentei ser o mais realista e menos depressiva possivel.

DisorderYour Score
Major Depression:Moderate
Dysthymia:Very Slight
Bipolar Disorder:Slight-Moderate
Cyclothymia:High-Moderate
Seasonal Affective Disorder:High-Moderate
Postpartum Depression:N/A
Take the Depression Test

Monday, January 08, 2007

BiG Burros do Brasil (BBB)


Nao fui ao Arquivo xexelento hoje. Amanha vou - e sera " o dia depois de amanha" da berlinda do natal. Vamos ver, ne? Eh so manter a minha postura de paz, amor e - eh claro - muita indiferenca para aturar aquele bando de arquivista patetico e petulante.

Hoje, no Segundo Caderno, saiu uma materia de capa do anexo do Globo sobre o proximo Big Brother Brasil, a setima edicao do reality show mais duradouro da tv brasileira. Boninho, o diretor de nucleo do show, quando perguntado por que o programa soh tem pessoas bonitas respondeu: " Nosso objetivo eh divertir as pessoas, nada mais. E todo mundo quer ver mulheres e homens bonitos na televisao. Ninguem quer ver tribufu".

Pensando bem, vamos contra-argumentar essa assertiva dele. Primeiro, quem disse que todo mundo quer apenas ver gente bonita? O objetivo pode ser divertir, mas qual eh o conteudo entao? A forma a gente jah sabe, mas e o conteudo? Este deve ser preenchido com altas dosagens de vazio. Soh pode. O Big Brother, programa em questao, eh de um vazio que chega a doer. Eles dizem ser o programa da realidade, mas sinceramente, alguem se identifica com algum personagem? O povo brasileiro, ao admitir que soh quer ver esse tipo de coisa, acaba afirmando e corroborando mais uma vez para a teoria de que nao passa de um Homer Simpson, homem fissurado por televisao e com capacidade zero de discernimento, alem de uma alta alienacao e burrice cronica. Para William Bonner, o maior ancora da maior emissora do pais, este eh o povo brasileiro: verdadeiros Homers Simpsons em escala generalizada.


Eh por isso que um programa como BBB faz tanto sucesso aqui. As pessoas simplesmente ao contestam seu conteudo, sua relevancia na tv, e mais, ainda aplaudem de pe(h) dando audiencias estrondosas para que o programa tenha mais e mais edicoes.

"Ninguem quer ver tribufu". Eh, concordo, mas pelo menos eles podiam mostrar pessoas normais, do nosso cotidiano, e nao a mulher que posa para playboy varias vezes. E o povo brasileiro ainda aceita eles dizerem que eh o programa da vida, da nossa realidade. Sinceramente, ganhar 300 reais por mes, isso sim, eh realidade pro Brasil e nao um bando de gente burra e patetica - e apenas bonita - fazendo um show de horrores.

Eu sempre achei que eles podiam pegar o formato ( q eh ate interessantezinho - a (crase) sua maneira) e fazer algo diferente, como, por exemplo, um programa com 12 pessoas normais, o seu vizinho, o seu chefe ( argh, aquele lixo nao - sarava, bicho ruim!), o seu pai e fazer com que as pessoas troquem ideias, licoes de vida, experiencias. Isso, eh claro, em a edicao invasiva da globo. Por que nao numa sala de debates as pessoas falarem - de forma inteligente, ou pelo menos, perceptiva - sobre o mundo atual, sobre o enforcamento de Saddam, tragedias naturais, PT, liberalismo, governo Bush. Sei lah, algo relevante. Assim, pelo menos conteudo ia ter. E as pessoas sairiam ou por perderem as competicoes ou por que o publico teria mais apatia.

Ou melhor, podia ser como o "real life" ( acho que eh isso) que a MTV americana fazia. Ele era legal, pq juntava pessoas diferentes, interessantes e nao era abusivo nem idiota. As pessoas nao eram lindas de morrer e a intencao nao era soh polemica, se aprendia muito mais sem insultar o espectador. A mtv brazuca tentou fazer o mesmo. Nao era ruim, mas nao chegava aos pes do americano que era muito melhor.

Apesar de indignada com a zombaria de Bonner, sou obrigada a admitir que ele esta certo, pois depois de sete ( SETE!!!) edicoes no ar e isso ainda faz sucesso, soh um povo a la Homer Simpson mesmo para aceitar e fazer disso um programa hot.

Voltando mais uma vez a ( crase) teoria de Boninho "Ninguem quer ver tribufu", vi uma noticia que se encaixa bem nessa filosofia. Uma menina de apenas 14 anos morre vitima de anorexia. Eh por causa de afirmacoes como essa e programas como BBB que pessoas de todas as faixas etarias soh conseguem admitir padrao de beleza e, a busca por isso, faz com que elas sejam vitimidas por doencas serias de desordem alimentar. Se o Boninho, por exemplo, colocasse pessoas normais com apelos comuns, poderia ajudar na diminuicao desse paradigma de que soh gente bonita pode ser aceita. Mesmo depois do caso da Reston e de outras mulheres, ele ainda tem a cara de pau de falar isso. Eh dose - alta de elementos vazios demais.

Monday, January 01, 2007

A morte da Sra. Ramsay

Eh com profundos pesames que eu confirmo a noticia do titulo. Ela se foi para sempre. Segundo relatos: " Morrera anos atras, em Londres; repentinamente.

Pra ela, dedico esta frase tao ilustre do tao ilustre Vinicius de Moraes: "De repente, nao mais que de repente".

E pra mim, ela dedica: "Mas nunca se arrependeria de suas decisoes, nunca fugiria das dificuldades ou se eximiria de suas obrigacoes".

O susto incontrolavel que eu tive ao ler isso. A sensacao eh a mesma quando eu descubro que aquela pessoa mais viva do mundo acaba de morrer; eh uma mistura de surpresa e tristeza - em alguns casos. Tive que parar para respirar, pois nao acreditava que causas naturais pudessem tira-la deste mundo. Eu tb, como Blankes, Lily Briscoe, Sr. Ramsay e ate Tansley, amei-a.

A pergunta que nao quer calar: afinal, como esta James, o nosso preferido?

Bem, como prometi pra mim mesma (?), farei aqui uma lista das minhas resolucoes para este ano. Sera sucinta, creio. Bem, nunca fiz isso, mas vamos lah, pra tudo ha uma primeira vez, ne?

  • Fazer a minha monografia com dignidade e sem picaretagem!;
  • Procurar ser mais complacente e menos nervosa;
  • Diminuir radicamente meus chiliques e aceitar definitivamente a entrada de Jesus na minha vida;
  • Fazer concurso publico ( ha outra solucao?);
  • Sair do RJ ou armar campo para que isso aconteca em 2008;
  • Emagrecer;
  • Emagrecer;
  • Emagrecer;
  • Manter meus amigos;
  • Fazer mais ( quem sabe?);
  • curtir mais a vida;
  • beber e sair mais;
  • ler muito;
  • to cine my life more and more and more...;
  • cuidar mais de mim;
  • me formar!!!!
Esta ai, por inteiro, incorpada verbalmente.