Friday, October 21, 2005

Mulher de fases

Bem, esta fase está sendo muito curiosa na minha vida. Depois de períodos intermináveis de lamúrias sem fim, finalmente estou em outra fase, outro patamar, se é que isso é possível no limiar das coisas.

Narrarei aqui brevemente estas 'fases'. Isso merece ser dito. E tenho dito.

Em primeiro lugar vem a empolgação. Sim, em algum momento da minha vida eu fiquei empolgadíssima com a viagem. Fiz mil planos e queria resolver tudo de uma vez só. No entanto, o que poderia estar sendo uma sucessão de sentimentos ansiosos e felizes, mergulharam-se em tristeza, raiva e fracasso.

Aí vem a segunda fase: rejeição. Queria largar, isso não estava mais me satisfazendo. Só pensava na minha doce UFF e no semestre que eu poderia perder.

A terceira fase é bem mais complexa ( tudo aqui é muito complexo). Atualmente, estou indiferente. Essa é a que mais me preocupa, pois não estou vendo nada, estou no clássico "nem aí". Nada me importa. Só fico hibernando, vendo tv, lendo, saindo esporadicamente e continuo, como sempre, sem ânimo para absolutamente nada. Oh, Aliócha, onde estás tu para consolar-me?

Aí a situação se complica, porque eu não sei mais o que esperar desta viagem. E tenho medo, muito medo de isso não dar certo e eu perder meu precioso semestre na UFF para uma escolha merda. Sinceramente, não sei se estou preparada para isso. E acredito que poderei entrar em profunda depressão, pois estarei sozinha, desamparada e num lugar muito merda nos EUA ( nada tira isso da minha cabeça). Infelizmente. Ah, não sei mais o que fazer. Pra mim, tudo está perdido e eu não tenho mais opção. Eu vejo minha vida passar e ser uma catástrofe e eu n faço nada para melhorar isso. O tempo é a coisa mais impiedosa do mundo. Ele nem me dá a chance para melhorar. E isso me angustia muito.

EU QUERO ALIÓCHA!! Fico puta porque queria que certos personagens existissem na vida real. Mas sei que isso é impossível e, se eles existiram, faz muito tempo, e provavelmente foram tipos únicos que a história fará questão de não repetir.

Monday, October 03, 2005

Milhões de anos depois...

Eu, Prakovya, vinda diretamente da literatura russa para este limbo literário. Humilhante, não? Penso seriamente em voltar para a minha Rússia do século XIX. O futuro não me agrada. Preciso atormentar Ivan Ilych antes que ele morra. Ó minha Rússia queria. Cadê vós neste momento para me socorrer?

*** Chega de zoações com PF ou terei visitas assombrosas de Tolstói pela noite ***

Segunda-feira, às quatro horas de uma tarde ensolarada, o mundo lá fora gira, giiiiiiiiira e eu aqui, solitária, desanimada, infeliz, sem ânimo nem ao menos para pegar um livro e tentar passar o tempo. Não sei mais o que fazer. Me jogar da minha janela talvez seria uma boa solução para passar o meu tempo.

Vou lhes ser sincera: quero arrumar um emprego, sim, mas ele tem que vir servido numa bandeja, trazido por um belo garçom ressonando as seguintes palavras: "aqui está, querida Vanessa, de presente especialmente para você um emprego maravilhoso!" e eu, educada que sou, respondo cordialmente: "obrigada", dou um sorriso gentil e vou me embora exortada e esbanjando doçura pelo ar, para no dia seguinte, tomar posse no meu idílico emprego.

A VIDA TINHA QUE SER ASSIM, CARALHO.

Mas como tudo é rosas ( Oh "ma vie en rose"): estou aqui de saco cheio,escrevendo nem sei por quê, sem ânimo para fazer nada ( isso há meses).

O mais incrível é a imensa falta que eu sinto da senhorita UFF. Tô pensando em até virar lésbica por causa desse amor. Minha vida está "up side down" e é tudo culpa sua. SUA!!!

"Dias ensolarados
calor insuportável
cóleras extravazadas
ensinamentos imperdíveis
(outros nem tanto)
diversões ocasionais
tristezas habituais
minha amada UFF
a ti ofereço este poema grosseiro
sinto tua falta
quero-te
amo-te
desejo-te
estabilidade da minha vida
sem ti, sou nada
sem mim, és tudo"

*** INFIERNOOOO ASTRAL E APOCALÍPTICO ***

"Dizem que as coisas melhoram, mas perdi as esperanças", ( Vanessa Carvalho)

Meu momento de puro pessimismo.