Mulher de fases
Bem, esta fase está sendo muito curiosa na minha vida. Depois de períodos intermináveis de lamúrias sem fim, finalmente estou em outra fase, outro patamar, se é que isso é possível no limiar das coisas.
Narrarei aqui brevemente estas 'fases'. Isso merece ser dito. E tenho dito.
Em primeiro lugar vem a empolgação. Sim, em algum momento da minha vida eu fiquei empolgadíssima com a viagem. Fiz mil planos e queria resolver tudo de uma vez só. No entanto, o que poderia estar sendo uma sucessão de sentimentos ansiosos e felizes, mergulharam-se em tristeza, raiva e fracasso.
Aí vem a segunda fase: rejeição. Queria largar, isso não estava mais me satisfazendo. Só pensava na minha doce UFF e no semestre que eu poderia perder.
A terceira fase é bem mais complexa ( tudo aqui é muito complexo). Atualmente, estou indiferente. Essa é a que mais me preocupa, pois não estou vendo nada, estou no clássico "nem aí". Nada me importa. Só fico hibernando, vendo tv, lendo, saindo esporadicamente e continuo, como sempre, sem ânimo para absolutamente nada. Oh, Aliócha, onde estás tu para consolar-me?
Aí a situação se complica, porque eu não sei mais o que esperar desta viagem. E tenho medo, muito medo de isso não dar certo e eu perder meu precioso semestre na UFF para uma escolha merda. Sinceramente, não sei se estou preparada para isso. E acredito que poderei entrar em profunda depressão, pois estarei sozinha, desamparada e num lugar muito merda nos EUA ( nada tira isso da minha cabeça). Infelizmente. Ah, não sei mais o que fazer. Pra mim, tudo está perdido e eu não tenho mais opção. Eu vejo minha vida passar e ser uma catástrofe e eu n faço nada para melhorar isso. O tempo é a coisa mais impiedosa do mundo. Ele nem me dá a chance para melhorar. E isso me angustia muito.
EU QUERO ALIÓCHA!! Fico puta porque queria que certos personagens existissem na vida real. Mas sei que isso é impossível e, se eles existiram, faz muito tempo, e provavelmente foram tipos únicos que a história fará questão de não repetir.
